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Entrevista: Carime Kanbour, vice-presidente do Instituto Claro

Após o encerramento da segunda edição do Claro Curtas, a vice-presidente do Instituto Claro, Carime Kanbour, comenta os resultados conquistados desta segunda edição do Festival. Confira.

22/05/2010

Qual foi sua impressão sobre o balanço do Claro Curtas 2009?
Os resultados foram surpreendentes. Recebemos mais de 1.900 trabalhos inscritos por participantes de quase todos os Estados do Brasil e, além de superarmos o número de inscrições em cerca de 25% em relação à edição anterior, conseguimos avançar no objetivo proposto pelo Claro Curtas: a democratização do audiovisual no País. Essa foi a nossa grande preocupação desde que começamos a pensar no projeto, oferecer oportunidade para que mais pessoas explorassem as possibilidades de criar conteúdos diferentes e descobrir novos talentos. Desenvolvemos algumas ações inéditas nesse sentido, como as oficinas de capacitação gratuitas em cidades da Bahia, Minas Gerais, Pará e Amazonas, e os materiais educativos – miniguias e vídeos tutoriais -, que foram distribuídos e disponibilizados no site do Claro Curtas para download.

Como surgiu a ideia de oferecer as oficinas e os materiais educativos?
Já na primeira edição do Claro Curtas, em 2008, organizamos um workshop exclusivo para os finalistas do Festival. Percebemos que essa experiência foi muito rica, criou uma rede de relacionamento entre os interessados em audiovisual e nas novas possibilidades para se explorar esse setor. Com isso, decidimos estender essa oportunidade para mais pessoas. Além de mantermos o workshop para os finalistas, que aconteceu em parceria com o Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, capacitamos cerca de 600 pessoas com as oficinas regionais gratuitas, ensinando tópicos de fotografia, direção, edição e finalização. E, para quem não teve a oportunidade de participar, elaboramos o miniguia e os vídeos tutoriais, que davam dicas de como realizar e aprimorar as produções audiovisuais. Fizemos também uma parceria com o Programa Cultura Viva do Ministério da Cultura e os miniguias foram distribuídos em cerca de 400 Pontos de Cultura em todo o País.

Essa edição do Claro Curtas fez parte do portfólio de projetos do Instituto Claro. O que mudou?
Nós adequamos o Festival às premissas do Instituto Claro, reforçando o uso das novas tecnologias em práticas de aprendizagem. Isso se refletiu até no tema que escolhemos para o Claro Curtas. Pedimos que os participantes nos contassem a visão deles sobre o que é “Ser Digital”. Assim, ampliamos os debates sobre as possibilidades trazidas pelas novas tecnologias, suas formas de expressão e participação no mundo contemporâneo.

E o que achou dos vídeos dos ganhadores do Claro Curtas 2009? Concordou com o resultado?

Assisti a todos os 100 semi-finalistas e foi impressionante a qualidade dos vídeos que recebemos. Mas a decisão final foi exclusiva da comissão julgadora, da Dira Paes, Matheus Nachtergaele, Cao Hamburger, Caio Gullane e Carlos Nader. Nós os escolhemos para participar do júri porque são profissionais com uma vasta experiência em audiovisual e em quem poderíamos confiar para tomar essa decisão difícil. Particularmente, acho que o resultado trouxe visões equilibradas e diferenciadas sobre o que é “Ser Digital”, por meio dos vídeos Mídia Obsoleta, Gustavo, Mar Vermelho e Arroba, a menção honrosa ao Geração Y. O mais importante, além da premiação e do reconhecimento que o Claro Curtas dá aos participantes, é lembrarmos do resultado global que trouxemos para a sociedade ao capacitar e oferecer oportunidades aos interessados.

Quais são as expectativas para a próxima edição do Festival? Já há alguma estratégia definida?

Nossa ideia é ampliar o número de oficinas e levá-las a outras cidades do Brasil. Vamos mapear as potencialidades de cada região. Também queremos dar um foco maior para o empreendedorismo no audiovisual, organizando iniciativas que sirvam como fomento a essa questão. Teremos muitas novidades em 2010, mas, por enquanto, é o que podemos contar.

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