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Minc vai direcionar recursos para o desenvolvimento de software livre de video

Em 2010, um dos focos de trabalho do Ministério da Cultura será a área de vídeo, que envolverá iniciativas para estimular a produção de conteúdo audiovisual através do desenvolvimento de software livre

01/02/2010

 

28/01/2010 - Um dos focos de trabalho da área de cultura digital do Ministério da Cultura (Minc) em 2010 será a área de vídeo. “A linguagem de vídeo é uma das mais completas e poderosas e ainda existe uma grande dificuldade para viabilizar sua apropriação pelos usuários comuns”, explica José Murilo Jr, responsável pela área de cultura digital do Minc. Várias iniciativas do ministério, desde o estímulo à produção de conteúdo, passando pelo desenvolvimento de software livre e chegando à oferta de conteúdo digitalizado por meio da internet, vão fazer parte deste trabalho. 

Na ponta, o Minc atua por meio do estímulo à produção audiovisual pelos pontos de cultura. Mas ainda existe uma distância grande entre os softwares de produção de vídeo livre e os proprietários, tanto em termos de funcionalidades quanto de disseminação. Assim, o ministério planeja fazer, em parceria com a Rede Nacional de Pesquisa (RNP) um edital para investir, provavelmente na forma de premiação, nas comunidades brasileiras que participam do desenvolvimento de ferramentas de vídeo. “Vamos fazer, provavelmente pelo fórum Cultura.br, uma pesquisa para determinar funcionalidades importantes a serem desenvolvidas”, explica ele.

Outra dimensão será a digitalização do acervo da Cinemateca e de outros acervos públicos. E a disposição desses acervos na internet, como domínio público, inclusive para serem baixados e usados em outras obras. Em abril, será realizado o Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais, promovido pelo Minc e pela Biblioteca Brasiliana, da Universidade de São Paulo, que vai debater a digitalização de acervos. “Não por acaso este evento se dará paralelamente à consulta pública sobre a nova lei de direitos autorais”, conta Murilo.

“Precisamos refletir sobre formatos técnicos, mas também sobre os dispositivos legais necessários para facilitar o acesso a esses conteúdos”. O debate sobre direitos autorais é outra partr do trabalho do Minc que tem relação com o trabalho na área da linguagem audiovisual digital. E a discussão sobre como dar acesso ao patrimônio audiovisual que já existe em instituições públicas pode contribuir para a aprovação de uma nova lei, menos restritiva do que a atual, explica ele.

 

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