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De carona no Twitter, brasileiros criam rede social com 'microcomunidades'

Twinester reúne usuários do Twitter com base nos interesses em comum. Mensagens são limitadas a 140 caracteres, como acontece no microblog.

27/10/2009

“No Twitter, você segue pessoas. No Twinester, você segue assuntos específicos e isso possibilita interação de desconhecidos através das afinidades."

Nos últimos meses, o Twitter virou um termômetro em tempo real dos assuntos mais comentados: foi assim com a escolha da cidade sede das Olimpíadas 2016 e com o voo desgovernado de um balão no Colorado, para citar alguns exemplos. Apesar dessa característica, o serviço de microblog usa um sistema simples, baseado principalmente na chamada hashtag (jogo da velha), para agrupar assuntos. É aí que entra o Twinester, desenvolvido por dois brasileiros do interior de São Paulo. 

Lançado há pouco mais de dois meses e com mais de 5 mil usuários, a página tem o objetivo de juntar internautas que querem compartilhar informações sobre um mesmo assunto – isso sem ultrapassar o limite de 140 caracteres estabelecido pelo Twitter. Com seu login e senha do próprio microblog, o internauta pode criar ou participar de grupos que se encaixam em temas gerais como negócios, estilo de vida, entretenimento, tecnologia e esportes. Uma fórmula que, como mostrou o Orkut, faz sucesso no Brasil.  

O que acontece no Twinester fica no Twinester. As informações por lá postadas não vão parar no microblog original, criado nos Estados Unidos: ficam restritas ao site cheio de “microcomunidades” chamadas de nests – ninhos, em inglês. 

“No Twitter, você segue pessoas. No Twinester, você segue assuntos específicos e isso possibilita interação de desconhecidos através das afinidades”, explicou ao G1 André de Moura Romani, um publicitário de 27 anos que criou a página com o programador Christian Aléssio, de 24. “O Twinester possibilita a interação de desconhecidos com base em interesses comuns. Isso deve gerar uma nova lista de seguidos e seguidores, tornando seu Twitter mais relevante.”

 André dá um exemplo de como isso funciona na prática. “Hoje, se quero saber assuntos sobre tecnologia, vou seguir o [blog] TechCrunch no Twitter, que é uma espécie de celebridade no assunto. Mas como vou encontrar anônimos, que também falam coisas interessantes sobre tecnologia? A resposta está no nosso site”, conta o publicitário, colocando em prática a venda de seu peixe.

Ainda nesse clima, ele diz ter recebido um e-mail de Evan Willians, cofundador do Twitter, dizendo que achou o site desenvolvido no Brasil – e todo escrito em inglês – interessante. E ainda aproveita a entrevista por e-mail ao G1 para pedir que Luciano Huck divulgue no Twitter a comunidade (ou nest) “Eu assisto o Caldeirão do Huck”. Seria uma propaganda possivelmente eficaz, pois levaria um link do Twinester diretamente aos 1,2 milhão de seguidores do apresentador.

Juliana Carpanez Do G1, em São Paulo 

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