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Entrevista: Felipe Todeschini fala de "Desconectos", curtíssima premiado na categoria universitários pelo voto do júri popular

Realizador conta que o estímulo que sempre recebeu de professores e funcionários na universidade foi essencial para conseguir a motivação que faltava para fazer um filme.

09/09/2011

Aluno do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Católica de Brasília (UCB), Felipe Todeschini relatou sua experiência de participar do Claro Curtas e garante que já tem várias ideias para a próxima edição do festival: “Nossa expectativa é enviar mais filmes de Brasília”. Sem dúvida, o curso que será ministrado em setembro na UCB pelo cineasta Philippe Barcinski, como parte do prêmio da categoria Universitários, será um estímulo a mais para quem quiser se juntar ao Felipe. 

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Confira o bate-papo: 

Qual foi a sua motivação para participar este ano do Claro Curtas?

Para produzir, eu sempre me senti motivado. Desde pequeno, assistia aos filmes e ficava louco querendo fazer o meu. Essa vontade foi crescendo junto com uns amigos que conheço desde os cinco anos. Dois deles entraram comigo na Universidade Católica de Brasília, onde conhecemos várias pessoas que simpatizavam com a ideia de filmar e outras que já estavam totalmente engajadas com o audiovisual. Lá na UCB, somos bastante acolhidos pelos professores e funcionários, que apoiam muito as iniciativas dos alunos. Um grande incentivador é nosso professor Alex Vidigal, diretor do curta-metragem "O Filho do Vizinho”, premiado em festivais importantes de Brasília, Maringá e Florianópolis. Foi ele quem nos falou do Claro Curtas, e nós começamos a trabalhar imediatamente. Esse foi o nosso primeiro festival de cinema e também o primeiro filme produzido do começo ao fim na nossa universidade.

Como surgiu a ideia para o "Desconectos"?

Quando recebemos a proposta do professor Vidigal de participar do Claro Curtas, tínhamos aproximadamente três meses para inscrever o vídeo, mas não tínhamos nem ideia de como falar sobre "O tempo do agora". Então nos reunimos, conversamos sobre o tema, e cada um foi para casa pensar em uma história. A escolhida por todos foi a da roteirista, produtora e minha namorada Gabrielle Santelli. A proposta era falar mesmo da comunicação digital, como ela funciona e como pode nos afetar, e abordar esse tema de forma simples, direta e objetiva (como a própria comunicação online é). Veio com isso a ideia de dividir a tela em três quadros, para que o espectador tirasse suas próprias conclusões. Muita gente veio falar que se identificou bastante com a história. Tanto meninos como meninas comentaram que vivem essa realidade hoje.

Qual foi o processo de produção do vídeo?

Não dava para fazer o "Desconectos" sozinho. Era preciso uma equipe, e cada um ajudou em todas as etapas da produção. Há  mais de 10 pessoas por trás das câmeras, e todos são alunos de Jornalismo e Publicidade da UCB. O filme demorou três meses para ficar pronto. Filmamos em duas manhãs e, quando vimos o resultado, ficamos felizes e percebemos que o filme cumpriu bem seu papel. "Desconectos" mostra a situação do Arthur, o protagonista, para representar cada um que vive as facilidades de se relacionar online, mas acabam, por insegurança, ficando presos em relacionamentos que dificilmente saem dali para a realidade.

Vocês fizeram alguma campanha na internet para conseguir votos para o curta?

Apostamos com força na divulgação: usamos e-mail, MSN, Orkut e Twitter e criamos um evento e uma página do filme no Facebook. Divulgamos por boca-a-boca, avisamos a família pela internet, mostramos o filme nas salas de aula... A receptividade foi maravilhosa. Todo mundo ajudou bastante. Acho que a divulgação valeu a pena só para relembrar e descobrir que tenho tantos ótimos companheiros dentro e fora Brasília. O prêmio é deles também.

Qual foi a melhor parte de ganhar um prêmio do festival?

Além das amizades que fazemos ao longo de todo processo, há o aprendizado. O filme foi feito respeitando todas as etapas de produção, e isso é muito valioso para nós. Claro que receber um prêmio é sensacional, e a câmera vai nos servir para produzir muito mais. Mas acho que as relações humanas e o aprendizado são algo bem maior. Sem falar que o filme está ali, sendo mostrado e cumprindo o seu papel. Dá uma satisfação enorme.

Assista o vídeo “Desconectos”
http://www.youtube.com/clarocurtas#p/c/6/gRBEbCDQHD0

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