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Seminário Claro Curtas discutiu a importância das novas tecnologias durante dois dias

Como parte da programação do Festival Claro Curtas, foi realizado no auditório do MIS-SP dois dias de seminário para debater a importância e o impacto das novas tecnologias no setor audiovisual e suas influências na democratização desse mercado.

21/05/2010

Como parte da programação do Festival Claro Curtas, o Instituto Claro realizou, no auditório do Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS-SP), dois dias de seminário com o objetivo de debater a importância e o impacto das novas tecnologias no setor audiovisual, abordando questões como linguagem, possibilidades de mercado, perfil do educador, surgimento das redes sociais entre outras.

No primeiro dia (29/04), o Seminário Claro Curtas debateu “Democratização e Educação Audiovisual”. Entre os participantes da mesa-redonda, o cineasta Philippe Barcinski, responsável pela metodologia das oficinas Claro Curtas, apresentou o resultado do trabalho realizado com jovens no interior da Bahia. “Não basta ensinar a fazer, é importante a devolutiva: ver, fazer e entender”, orientou.

Zita Carvalhosa, fundadora do Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo, falou das oficinas realizadas para jovens de comunidades carentes em São Paulo, que existe desde 2001. “É preciso entender que estamos atendendo a uma demanda reprimida. Nessas oficinas, há muitos talentos a serem descobertos”, afirmou Zita.

Na segunda mesa-redonda, foi a vez do público discutir o tema da segunda edição do Claro Curtas: Ser Digital. Lúcia Santaella, pesquisadora, escritora e professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo destacou os diversos caminhos abertos pelas novas tecnologias, mas também fez um alerta. A docente estava na mesa ao lado de Rogério da Costa, pesquisador, escritor e coordenador do LInC/Laboratório de Inteligência Coletiva da PUC-SP; Carlos Nader, videoartista, documentarista e jurado do festival e Ivana Bentes, ensaísta, professora, pesquisadora, curadora e apresentadora de TV, debatedores da mesa, e disse acreditar que “as novas tecnologias trouxeram modificações profundas na chamada sociedade do conhecimento, mas precisamos estar mais atentos às relações humanas, que estão perdidas com tantas possibilidades digitais em nosso caminho”.

No segundo dia (30/04), o tema do seminário foi difusão audiovisual e os novos mercados para os filmes de pequenos formatos. Julio Worcman, idealizador do site Porta Curtas, explicou como é feita a curadoria que abriga mais de seis mil curtas-metragens. “O projeto tem um braço pedagógico que promove a participação do professor, como autor, levando assuntos e idéias para suas aulas”.

Fiamma Zarife, diretora de Serviços de Valor Agregado da Claro, falou sobre os serviços da empresa relacionados a TV e mobilidade. “As pessoas nunca estiveram tão conectadas. Nunca tiveram tantas formas de consumir conteúdo como hoje em dia”, ressaltou. Zonda Bez, consultor para mídias livres e comunicação da Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura (MinC), contou como desenvolveu o Cine Mais Cultura, um projeto do MinC onde cidades podem concorrer a kits completos com filmes e equipamentos para montar cineclubes.

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