Os 20 filmes finalistas do festival Claro Curtas chegaram ao longo das últimas semanas às mãos dos profissionais da Casablanca para receber tratamento de som, imagem e efeitos especiais. Os vídeos serão avaliados pelo júri artístico tal qual foram enviados por seus autores, mas a possibilidade de ter seu curta finalizado pelos profissionais mais reconhecidos do mercado já é um prêmio dado aos finalistas do festival. As versões tratadas e acessíveis serão exibidas na noite da premiação e depois serão disponibilizadas no hotsite do festival – os autores também receberão um DVD com seu filme finalizado.
O trabalho na Casablanca, que tem o maior parque técnico de equipamentos HD da América Latina e um dos melhores do mundo, foi feito sob a coordenação de Martha Reis e Magali Wistefelt, do departamento de novos negócios da empresa, e envolveu outros profissionais de peso, como Ely Silva (foto) e Sérgio Pasqualino, coloristas responsáveis por looks de filmes como Cidade de Deus, O Invasor, Olga, entre outros.
O primeiro passo foi gravar as LIBRAS – Linguagem Brasileira de Sinais – e as áudio-descrições, com o apoio da ONG Mais Diferenças, parceira do festival, que deu o respaldo técnico em termos de acessibilidade durante todas as etapas. Como os curtas serão também exibidos em celulares, houve o cuidado de se captar a imagem da intérprete de LIBRAS, Rafaela Sessenta, em um fundo que permitisse recorte. “A janela que é geralmente usada ocuparia muito espaço da tela”, explica André Vidal, responsável pelos efeitos especiais dos filmes.
Em seguida foi a vez de adaptar o material que foi recebido em DVD ou mini DV para Beta, mídia digital utilizada para todo o processo de finalização. Uma das cópias geradas foi então encaminhada para a Artwork Casablanca, onde recebeu tratamento de imagem em um equipamento de última geração chamado Pablo. Outra fita seguiu para a Casablanca Sound, onde o som original foi tratado e editado, e as áudio-descrições feitas por Francisco Bretas foram inseridas.
Na Casablanca Efeitos foram feitas as inserções das LIBRAS e, na Teleimage DVD, foram colocadas as legendas (closed captions). Em alguns momentos, todos os profissionais envolvidos tiveram que se reunir para encontrar as melhores saídas. “Um dos filmes tinha locução o tempo todo, o que impossibilitava a inserção da áudio-descrição das imagens”, conta Renata Gava, responsável pelo som. A solução encontrada em conjunto com a Mais Diferenças foi descrever as imagens após o final do filme, em uma tela preta.
Tanto em termos de arte quanto de acessibilidade, a mensagem que fica é que o resultado pode ser melhor e mais econômico se esses dois fatores são considerados desde o início. “O conceito da Casablanca Artworks, o novo departamento do grupo, é justamente integrar arte e tecnologia para o desenvolvimento de produtos diferenciados desde a sua criação”, diz Martha. “Mas, quando isso não acontece desde o início, estamos prontos para encontrar as melhores soluções”, completa Magali.