Cerca de 700 pessoas estiveram presentes na noite que encerrou o festival Claro Curtas 2008 - uma realização da Claro, com patrocínio LG e MSN Vídeo e parcerias da ArtWork Casablanca, Teleimage e ONG Mais Diferenças. A videofesta aconteceu nesta quinta-feira, 27/11, no Espaço Traffô, em São Paulo. Ao abrir a cerimônia, o presidente da Claro, João Cox, se mostrou satisfeito com os resultados alcançados: “Recebemos trabalhos de qualidade vindos de todo o Brasil e, principalmente, conseguimos trazer à tona o tema ‘Diversidade e Inclusão’. Isto foi o mais importante.”
O curitibano Bruno Roberto de Souza, 20, foi o grande vencedor da noite. Seu curta “Perna", que conta como sua deficiência física foi um impulso para descobrir paixões, ficou em primeiro lugar na opinião de um júri de peso e obteve o prêmio máximo, de R$ 50 mil. “Nem sei o que falar”, disse Bruno, pouco antes de comemorar com a também premiada Juliana Carvalho, 27, autora do curta “O que os olhos não vêem as pernas não sentem”. O filme de Juliana, cadeirante desde os 19 anos - sobre um passeio no parque com uma amiga cega -, levou o prêmio do júri popular e foi contemplado com R$ 5 mil. “Todos estão sujeitos a ter algum problema de saúde. Por isso, respeitar a pessoa com deficiência física é respeitar a vida”, disse ela.
O segundo lugar no prêmio do júri ficou com o filme “Um Minuto para Lady Elizeth”, em que um homem se veste como a musa Elizeth Cardoso após um dia de trabalho. O prêmio de R$ 30 mil foi para a fotógrafa e designer Márcia Bellotti, de 27 anos, que nunca havia trabalhado com audiovisual e achou “totalmente inesperada” a conquista do segundo lugar. O filme “Por Outros Olhos” ficou com o terceiro lugar e recebeu o prêmio de R$15 mil. Aluno do primeiro ano do curso de audiovisual, Ricardo Alexandre da Silva, de 31 anos, inscreveu seu curta no festival por sugestão de um professor. Foi grande a festa quando a vitória foi anunciada. “Nunca nos esqueceremos de todos os esforços para produzir o curta e da emoção ao vê-lo escolhido entre os finalistas e, agora, sendo premiado”, disse Alexandre, em meio aos gritos dos colegas.
A maior surpresa da noite foram as seis menções honrosas feitas aos finalistas. “Pela alta qualidade dos filmes e diversidade de formatos e narrativas, o júri resolveu fazer algumas menções especiais”, explicou o apresentador Marcelo Tas. A de melhor filme gráfico foi dada a “Essência”; a de melhor comédia foi para “Vice-versa”; melhor edição ficou com o premiado “Por outros olhos”; “Pontapé Inicial” recebeu menção como melhor plano, pela tomada embaixo do banco mostrando uma perna; melhor argumento ficou com o também premiado “O que os olhos não vêem as pernas não sentem”; e melhor fotografia foi para “As margens”, pelas cenas de mar e praia.
Ao final da cerimônia de premiação, finalistas, parceiros, jurados, e convidados comemoraram o sucesso do festival na pista, ao som do DJ Gil Barbara, que foi seguido pelo show do cultuado grupo inglês Addictive TV.