O direito à igualdade entre pessoas de diferentes raças é um dos focos do grande tema do Festival Claro Curtas, “Diversidade e Inclusão Social”. Por isso, levantamos alguns sites, que permitem ter uma visão mais ampla desse panorama nas áreas de educação, cultura e trabalho.
Pelo lado governamental, vale destacar a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, criada em 2003 para estabelecer iniciativas contra as desigualdades raciais. O portal do Ministério da Educação, por sua vez, possui duas áreas destinadas ao tema: Educação Quilombola e Educação Escolar Indígena.
Já no Museu Afro Brasil, você poderá conhecer exposições, cursos, seminários e programas de ensino ligados à cultura afro-brasileira. Acesse o Povos Indígenas no Brasil, um canal do Instituto Socioambiental, e saiba mais sobre os direitos, os projetos e como são, onde estão e quais as línguas faladas pelos indígenas do País.
O filme “Vista a Minha Pele”, dirigido por Joel Zito e disponível no YouTube, traz uma leitura divertida da questão, mostrando a inversão da realidade brasileira, em que os negros são a classe dominante. O curta é utilizado como material para discussão sobre racismo e preconceito nas salas de aula e já foi distribuído para duas mil escolas públicas.
A diversidade é tema do Festival Claro Curtas e, dentro deste grande universo, vamos destacar as diferenças sexuais. Para isso, temos que entrar no panorama LGBTTTS, a sigla mais usada atualmente por grupos e associações para Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Trangêneros e Simpatizantes.
Destacamos alguns sites e blogs da internet para entender melhor a questão. No site da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, é possível conhecer o histórico do evento que reuniu este ano cerca de 3 milhões de pessoas, além das atividades da organização e de dicas culturais. Já na ABGLT - Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais -, há notícias de eventos, congressos e projetos.
Vale a pena conferir também o maior portal da Espanha sobre transexualidade: o www.carlaantonelli.com. No Brasil, há o blog http://fishspeaker.blogspot.com e uma tese sobre drag queens, travestismo e transexualismo no www.scielo.br/pdf/prc/v18n3/a17v18n3.pdf. O site www.leticialanz.org/definicoes/definicoes.htm disponibiliza conceitos e definições sobre a diversidade sexual, em linguagem simples e acessível, escrito por uma pessoa trangênera.
São 166 mil resultados para o termo ‘diversidade sexual’ em uma busca no Google. Este é, sem dúvida, um assunto com muito a ser explorado, e os recursos da rede estão aí para chegarmos cada vez mais perto de pesquisas, experiências, relatos pessoais, eventos, comunidades e tudo o que tange ao tema.
Em um projeto intitulado “Tap and Touch Cinema”, de 1968, a artista austríaca Valie Export propôs investigar uma recepção tátil do cinema, que seria o oposto do voyerismo enganoso das reproduções imagéticas da liberação sexual. Conhecida por uma obra fortemente voltada para questões feministas, Valie Export criou um dispositivo semelhante a um monitor de TV a que o público tinha acesso apenas com as mãos. A performance foi apresentada em uma praça em Munique e definida como uma demosntração direta do cinema como espaço de projeção de fantasias masculinas. Um trecho da ação pode ser conferido no link: http://www.medienkunstnetz.de/works/tapp-und-tastkino/video/1.
O canal do espaço Gafanhoto no YouTube contém material interessante a respeito de audiovisual e Internet, mídias móveis e cinema experimental. No link abaixo, um depoimento do criador do Festival do Minuto, o cineasta Marcelo Masagão, diretor do premiado documentário “Nós Que Aqui Estamos por Vós Esperamos” (1998) e de filmes como “1,99 - Um Supermercado Que Vende Palavras” (2003) e “Otávio e as Letras” (2007). No depoimento, Masagão conta como começou o festival, em 1991, e oferece três dicas para os que querem realizar as suas própria idéias: http://br.youtube.com/watch?v=tXtfczRsBp8.
O 16º Gramado Cine Vídeo, que ocorreu no início de agosto, inaugurou na edição deste ano um festival de filmes feitos com celular, e teve como grande vencedora a jovem realizadora Leila Dias, de Palmas, Tocantins. Ela participou da competição com dois curtas-metragens: “Basta um Pé e uma Mão”, resultado de um workshop com a terceira idade, e o mini-documentário “Todas as Línguas”, sobre diversidade religiosa, que foi realizado com um grupo de estudantes de 13 a 18 anos da rede pública de Palmas (fonte: Folha de S.Paulo, caderno Folhateen - 25 de agosto de 2008). Assista ao curta “Basta um Pé e uma Mão” acessando o link: http://br.youtube.com/watch?v=a0y1Hoi3UD8.
O blog “Expanded Cinema” [http://expandedcinema.blogspot.com] é uma plataforma on-line dedicada à pesquisa de obras audiovisuais – filmes experimentais, videoarte, trabalhos sonoros e registros de performances. Todo material é selecionado pelo crítico de arte e curador português João Ribas, a partir de material disponível na internet, enfatizando uma faceta menos explorada da função arquivista das novas mídias. O conteúdo é todo em inglês, mas o material audiovisual vale a visita mesmo para quem não domina o idioma.
Uma cápsula circular com água serve de suporte para o corpo nu do artista sobre o qual se projetam imagens de tecidos. Esses tecidos milenares foram animados para serem exibidos em sincronia com os “tecidos corporais”: os músculos, coluna, pulmões e coração. “No mundo andino, o awayo (tecido tradicional utilizado pelas mulheres para carregar seus filhos) é desenhado especialmente para cada indivíduo e reflete o imaginário e as crenças ancestrais da comunidade”, afirma Sánchez, que nasceu no Paraguai e vive em La Paz, Bolívia. Este e outros dois trabalhos em vídeo do artista estão em exibição no MAC do Ibirapuera até 28 de setembro. Confira a programação no link do museu: http://www.macvirtual.usp.br/mac/templates/exposicoes/sanchez/sanchez.asp.
A obra visionária de Gene Youngblood, publicada em 1970, trata da evolução da linguagem cinematográfica e defende a necessidade de extensões tecnológicas para o meio, cunhando assim o conceito de “cinema expandido”. No contexto do Claro Curtas, em que a idéia é preparar filmes para pessoas com deficiência, é muito relevante deter-se sobre a reflexão de Youngblood acerca das tecnologias computacionais de criação de imagem, filmes, experimentos televisivos, ambientes de projeção etc. O autor discute ainda as implicações do videotape e da televisão a cabo como ferramentas educacionais. Uma versão em PDF está disponível no link http://www.ubu.com/historical/youngblood/index.html.